Diariamente produzimos toneladas de lixo que podem levar centenas de anos para desaparecer da natureza, e como consequência esse mesmo lixo pode causar grandes impactos tais como enchentes, proliferação de doenças, contaminação dos aquíferos, prejuízos à fauna e flora e etc. Em 1987 a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento redigiu o Relatório Brundtland – Our Common Future, que inseriu o conceito de desenvolvimento sustentável: ”satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.  Nosso modelo de sociedade se sustenta através da utilização maciça dos recursos naturais, sem levar em consideração que a Terra é um sistema fechado, ou seja, todos os recursos que dispomos, com exceção da energia solar, tem limites. Estamos transformando estes recursos em resíduos mais rapidamente do que a natureza consegue regenera-los. Por isso precisamos garantir um futuro melhor para as gerações futuras colocando em prática algumas atitudes básicas da sustentabilidade: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.

Meio Ambiente em alerta!

Bisfenol A - O micropoluente pode causar alterações nas funções sexuais das tartarugas.

Em 12 de julho o Aquarela Ambiental veiculou uma entrevista com a bióloga Mariana Luna  (Vídeo 06) a respeito do Bisfenol A (BPA) e hoje iremos retornar ao assunto, pois segundo estudo publicado recentemente pela revista científica de Endocrinologia Geral e Comparativa com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Missouri, Westminster College, U.S. Geological Survey e o Saint Louis Zoo Institute for Conservation Medicine, foi constatado que o BPA pode interferir no desenvolvimento do cérebro como também na função sexual das tartarugas. Este fato preocupa os cientistas, pois pode ser uma indicação dos efeitos nocivos sobre o ambiente e a saúde humana.

Os cientistas descobriram que o BPA pode alterar sistema reprodutivo da tartaruga e interromper a diferenciação sexual enquanto ela se desenvolve no ovo. Os pesquisadores estão preocupados que a descoberta possa indicar os efeitos nocivos sobre o ambiente e para a saúde humana.

Crédito: Roger Meissen, Bond Life Sciences Center

"A nossa equipe de investigação descobriu que o BPA e etinilestradiol (EE2), um hormônio encontrado em pílulas de controle de natalidade, poderia 'reverter o sexo' de tartarugas de machos para fêmeas", disse Cheryl Rosenfeld, professora da Universidade de Missouri-Columbia/EUA.

O Bisfenol A (BPA) é um produto químico usado em muitos produtos de consumo diário, incluindo plásticos em geral como garrafas de água, produtos de armazenamento de alimentos feitos de metal e certas resinas. De acordo com a bióloga Mariana Luna em sua entrevista ao Aquarela Ambiental, ela esclarece que o BPA é considerado uma substância micro poluente e um desregulador endócrino que como o nome diz, tem a capacidade de desregular o sistema endócrino (os hormônios), tanto de organismos animais como humanos, mesmo em pequenas concentrações. Muitas vezes, os ambientes aquáticos, como rios e riachos se tornam reservatórios para BPA, afetando habitats de várias espécies, inclusive a tartaruga. No ano passado, a equipe de pesquisadores descobriu que o BPA pode interferir na função sexual da tartaruga-pintada (Chrysemys picta) fazendo com que os machos desenvolvam órgãos sexuais femininos. Agora, a equipe mostrou que o BPA também pode induzir mudanças de comportamento, reprogramando o cérebro da tartaruga do sexo masculino que acabam apresentando um comportamento que é mais comum em fêmeas. Efeitos da exposição ao BPA também foram observados no desenvolvimento da aprendizagem da navegação espacial e memória nas tartarugas pintadas.

Os pesquisadores descobriram que quando os ovos de tartaruga são expostos a estrogênios ambientais, o sexo já não é determinado pela temperatura, mas sim pelo produto químico ao qual está exposto.

Crédito: Roger Meissen, Bond Life Sciences Centro

A grande preocupação dos pesquisadores é que isso poderá levar a declínios populacionais em tartarugas-pintadas.

Segundo o Prof. Dawn Holliday, da Westminster College, em Fulton, o sexo da tartaruga-pintada é determinado pela temperatura do ambiente durante o seu desenvolvimento dentro do ovo: “Temperaturas mais baixas, produzem mais tartarugas do sexo masculino, enquanto temperaturas mais altas desenvolvem mais fêmeas. No entanto, quando ovos de tartaruga são expostos a estrogênios ambientais, o sexo já não é determinado pela temperatura, mas sim pela química a qual eles estão expostos ".

Sharon Deem, diretora do Saint Louis Zoo Institute for Conservation Medicine, também afirma que os resultados mostram que o BPA substitui essencialmente a temperatura na determinação do sexo da tartaruga, criando tartarugas que são provavelmente incapazes de se reproduzir.

Para o estudo, os pesquisadores imitaram os níveis de BPA encontrados em amostras de corpos de água. Tartarugas são conhecidas como uma "espécie de indicador”, podendo ser utilizada como um indicador biológico para a saúde de todo um ecossistema. Ao compreender os possíveis efeitos que os produtos químicos têm sobre as tartarugas, os pesquisadores poderão entender os possíveis efeitos que estes produtos químicos têm sobre outras espécies, incluindo seres humanos.

30/08/16

Por Cláudia C. Monteiro

Fontes: http://medicalxpress.com/journal/

http://phys.org/news/2016

Paris combatendo a poluição

Veículos velhos são proibidos de circular em paris durante a semana

A cada dia, milhões de pessoas adquirem carros novos ou usados, contribuindo para o aumento da poluição. Se queremos um futuro mais saudável, medidas urgentes devem ser adotadas e precisamos adquirir novos hábitos e deixar certos confortos de lado... bem, os parisienses já tomaram a iniciativa.

A principal fonte de poluição em Paris provém da emissão de gases dos escapamentos de carros e motos (66% de dióxido de nitrogênio e partículas finas). Para combater os altos níveis de poluição do ar e sonora, desde 01 de julho, Paris bane a circulação dos seguintes veículos: carros, vans e caminhões leves com registro anterior à 1997; motocicletas registradas antes de 2000; e ônibus e veículos pesados anteriores à 2001. Todos estão proibidos de circular em áreas críticas de Paris durante o período das 08:00 e 20:00 de segunda à sexta. Em 2015 esta medida também foi adotada e vários condutores ignoram a medida proibitiva na época.

A medida começou a tomar força em março depois que os níveis de poluição em Paris bateram os níveis de Pequim, China. Isso foi em parte devido a um fenômeno atmosférico observado na primavera, conhecido como inversão.  De acordo com estudo publicado pela Agência de Saúde Francesa, a poluição do ar mata 48.000 pessoas por ano na França - o que torna a terceira maior causa de morte no país.

Cerca de 30 policiais montavam guarda na manhã de 1 de Julho, nas principais praças de Paris para controlar e conscientizar os motoristas sobre as novas medidas.

Foto: FRANCOIS GUILLOT /AFP  /Getty Images

Segundo a Prefeita de Paris, Anne Hidalgo, a medida irá ajudar a manter os níveis de poluição mais baixos. Mas nem todo mundo está feliz com isso; entre eles moradores que ganham a vida dirigindo turistas nos arredores de Paris em carros clássicos franceses, colecionadores de carros antigos e a população de baixa renda que não pode pagar por um automóvel mais moderno. Porém a maioria dos moradores de Paris já estão acostumados a utilizar o transporte público para circular.

Para aqueles se dispuserem a desrespeitar a nova lei, as multas podem atingir até 35 euros (cerca de R$140), embora o valor deva aumentar no início do próximo ano.

Enquanto isso, o ministro do Meio Ambiente Ségolène Royal, informa que adesivos coloridos serão colados nos para-brisas dos veículos para que a polícia possa identificar os veículos proibidos de rodar. Estas etiquetas poderão ser adquiridas on-line através do site do Ministério do Meio Ambiente.

Só nos resta esperar que a iniciativa traga bons resultados aos parisienses e outras cidades, inclusive no Brasil, possam tomar medidas iguais a estas.

12/07/16

Por Cláudia C. Monteiro

Fonte: NPR

Os perigos da poluição do ar doméstico

Você já se deu conta que o ar que você respira no interior de sua casa pode estar mais poluído que o ar fora dela?

Geralmente ao falarmos em poluição do ar, o que nos vem à mente é a poluição causada pelo escapamento de gases dos automóveis ou a fumaça que escapa pelas chaminés das fábricas. O que não nos damos conta é que existem outras formas de poluição do ar tão perigosas quanto os mencionados acima e que estão dentro de nossas casas ou escritórios. Estamos falando de resíduos de tinta, vernizes, materiais usados em construção, fungos, esporos e até em nossas cozinhas. Cerca de três bilhões de pessoas cozinham, iluminam e aquecem suas casas usando combustíveis sólidos não transformados tais como madeira, esterco e resíduos de culturas. Estes são normalmente queimados em lareiras e fogueiras rudimentares, ou fogões simples em quartos ou cabanas. Normalmente, estes combustíveis usados são sujos e dispersam uma grande quantidade de fumaça ao serem usados em lareiras e fogões simples. Em muitas destas residências a ventilação tende a ser limitada, possibilitando que os níveis de poluição doméstica cheguem a índices alarmantes.

Uma nova pesquisa na revista Science of The Total Environment destacou os efeitos perigosos de poluição interna (ambientes domésticos) sobre a saúde humana, e apelou para políticas mais severas para assegurar um melhor acompanhamento da qualidade do ar.

 

A poluição do ar doméstico pode ter causado cerca de 4,3 milhões de mortes prematuras por doenças respiratórias em 2012, principalmente em países em desenvolvimento. Este tipo de poluição, reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) está associada a "Síndrome do Edifício Doente" (SED), onde os moradores apresentam uma gama de problemas de saúde relacionados com a respiração do ar de ambientes internos.

A poluição do ar doméstico aumenta drasticamente o risco de crianças e adultos contraírem a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), diz o estudo, publicado em Seminars in Respiratory and Critical Care Medicine. A exposição a este ar é associada com ambos os fenótipos de bronquite e enfisema crônicas de DPOC, assim como uma forma distinta da doença das vias respiratórias obstrutiva chamado antracofibrosis brônquica. Outro dado importante é que além de causar dor e febre, DPOCs limitam o crescimento pulmonar em crianças, o que pode resultar em problemas de saúde crônicos, tais como falta de ar e cansaço. As conclusões são baseadas na análise de estudos médicos sobre os efeitos respiratórios em pessoas expostas à poluição do ar doméstico.

"Um valor de função pulmonar baixa em idade precoce parece ser um fator de risco para o desenvolvimento de doença pulmonar obstrutiva crônica mais tarde na vida." - Akshay Sood, Universidade do Novo México

Os problemas de saúde podem ser evitados pelo uso de combustíveis limpos como o gás propano líquido, o gás natural ou eletricidade, mas o problema é que estes combustíveis mais limpos podem estar indisponíveis ou a um preço inacessível para populações de baixa renda.

 

Segundo Dr Prashant Kumar da University of Surrey no Reino Unido, “é essencial que nós sejamos capazes de controlar mais eficazmente a poluição do ar em ambientes domésticos, para que possamos entender melhor quando e onde os níveis são piores, e podermos oferecer soluções para fazer o nosso ar mais saudável”.

A verdade é que a poluição do ar, não está somente do lado de fora de nossas portas, ela está dentro de nossos lares também, e temos que cuidar de nosso ambiente interno muito bem, limpando filtros, usando combustíveis limpos, produtos e materiais que não desprendam gases ou partículas tóxicas.

O frio está chegando, então antes de acender sua lareira ou seu aquecedor, verifique se eles se encontram em condições saudáveis para o uso...

06/05/16

Por Cláudia C. Monteiro

Fonte: Environmental News Netork

Japoneses descobrem bactéria que "come" plástico

Todos os dias produzimos em torno de 56 milhões de toneladas de produtos plásticos, e menos de 14% deste material é reciclado. A produção constante destes produtos plásticos tem colocado em risco o meio ambiente e mudado a vida e a paisagem dos tempos atuais.

 

A equipe de pesquisadores do Dr. Kohei Oda do Departamento de Química do Polímero localizado na Escola de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade de Kyoto, Nishikyo-ku em Kyoto no Japão,  e o Dr. Kenji Miyamoto, da Universidade Keio, preocupados com o crescente acumulo destes materiais na natureza, resolveram investir seus esforços para minimizar o problema. Durante 5 anos a equipe coletou 250 amostras de detritos PET em busca de uma solução que pudesse livrar o mundo do mar de produtos plásticos que produzimos freneticamente. O objetivo era rastrear alguma bactéria que necessitasse do material de PET como fonte primária de carbono para o crescimento. O PET, Politereftalato de etileno, é um polímero utilizado na fabricação do plástico que é altamente resistente à biodegradação. É produzido industrialmente por ácido tereftálico ou tereftalato de dimetilo com etilenoglicol.

 

Durante os estudos, que foram publicados esta semana na revista científica Science, a equipe encontrou todo um ecossistema de bactérias que vivem no PET, mas encontraram apenas uma nova espécie de bactéria que pode digerir uma forma comum de plástico. Segundo Shosuke Yoshida, um dos pesquisadores, esta descoberta pode solucionar o problema de espaço em aterros, como também minimizar o gasto de petróleo e  energia consumida na fabricação de plásticos. 

Através do rastreamento de comunidades microbianas naturais expostas ao PET no ambiente, eles conseguiram isolar a bactéria Ideonella sakaiensis 201-F6, que é capaz de utilizar o PET como principal fonte de energia. Quando cultivadas em PET, ela produz duas enzimas capazes de hidrolisar o PET. Os pesquisadores identificaram duas enzimas responsáveis pela decomposição do plástico, convertendo-o em dois monômeros inofensivos ao meio ambiente, o ácido tereftálico e o etilenoglicol.

Ideonella sakaiensis 201-F6

A Ideonella sakaiensis 201-F6, pode degradar quase completamente uma fina película de PET após seis semanas a uma temperatura de 30 graus Celsius. 

 

A questão é que temos urgência em resolver o problema do consumo e descarte de produtos plásticos, pois o lixo plástico já é considerado um sério problema ambiental em todo o planeta. Precisamos controlar a produção e reduzir a emissão de produtos plásticos no meio ambiente, e achar um meio eficaz de descarte ou reaproveitamento deste material que pode levar centenas de anos para se decompor no meio ambiente, por isso toda tentativa e estudo torna-se altamente valiosa.

Nota: HIDROLIZAR- qualquer reação química que envolva a quebra de uma molécula por ação da molécula de água.

12.03.15

Por: Cláudia C. Monteiro

Em 2050 teremos mais plástico do que peixe em nossos oceanos!

Será que em 30 anos não teremos solucionado o problema do descarte de lixo plástico? Se continuarmos neste ritmo, em 2050 os oceanos estarão povoados com mais plástico descartado do que peixes, se medido pelo peso! A revelação da fundação americana Ellen MacArthur é chocante, afinal 30 anos não é um futuro tão distante...

Enquanto pesquisadores reconhecem que o plástico é parte integrante da vida cotidiana, eles ressaltam a necessidade urgente de reduzir os resíduos plásticos. A maioria dos produtos de embalagem plástica são usados apenas uma vez antes de serem jogados fora,  resultando em perdas econômicas anuais de até US $ 120 bilhões. Além disso, a produção de plástico faz notoriamente o uso intensivo de recursos, e pode consumir 20 por cento de todo o petróleo produzido em 2050.

 

A geração de plástico aumenta a cada ano, seja com a fabricação de plásticos descartáveis ou não. O ciclo de vida deste material é longo, podendo levar séculos para se decompor, já que a natureza ainda “não sabe" como se livrar dele.  As bactérias e fungos que decompõem os materiais não tiveram tempo de desenvolver enzimas para degradar este material. Sabemos que o processo evolutivo demora milhares de anos, e enquanto as bactérias e fungos não se adaptam, nós mesmos devemos resolver este problema. A realidade é que estes materiais acabam nos oceanos e aterros sanitários do mundo, onde se degradam lentamente e prejudicam a vida selvagem. Apesar da utilização em larga escala no dia a dia, o plástico produz gases tóxicos ao ser queimado e sua reciclagem  é complicada, porque não se pode misturar diferentes tipos de plástico. O jeito seria desenvolver mais modelos biodegradáveis como o PHB (Polihidroxibutirato), que, em aterros sanitários, vira pó em apenas seis meses.

 

De acordo com a organização de conservação sem fins lucrativos Keep America Beautiful, os americanos produziram 30 milhões de toneladas de produtos plásticos em 2009, e apenas 2 milhões de toneladas foram reciclados. Se só os Estados Unidos,  mesmo sendo um país industrializado e com recursos para promover a reciclagem, conseguiu reciclar somente 2 milhões de toneladas, imaginem o resto do mundo produzindo toneladas de polímeros e descartando de qualquer jeito???

 

Em um comunicado à imprensa, Dominic Waughray, do Fórum Econômico Mundial afirma que este relatório demonstra a importância de desencadear uma revolução no ecossistema industrial de plásticos e é um primeiro passo para mostrar como transformar a maneira como o plástico se move através de nossa economia.

 

A verdade é que não basta que só o setor científico se mobilize para achar soluções para diminuir o consumo desenfreado, a produção e o descarte de materiais plásticos. É necessário que ocorra uma mobilização e conscientização à nível global que incluam os setores públicos e privados, como também a sociedade. Utilize menos e sempre recicle, não só o plástico, mas todo tipo de resíduo reciclável, afinal, queremos peixe no mar e não plástico! Caso contrário, daqui a 30 anos ao invés de pescarmos peixes estaremos pescando sacos plásticos a cada vez que jogarmos o anzol ao mar...

08/02/2016

Por Cláudia Monteiro

Fonte: http://news.discovery.com

Grande vazamento de gás metano fica visível com ajuda de câmera infravermelha.

Finalmente com a ajuda de uma câmera infravermelha foi possível visualizar o grande vazamento que ocorre desde outubro em Aliso Canyon no Vale de San Fernando na Califórnia, EUA. Lembrando que o gás metano é invisível e mais potente do que o dióxido de carbono em reter o calor na atmosfera mais baixa, ou seja, ele contribui significativamente para o efeito estufa.

 

A visualização do escapamento é assustadora! "O que você não pode ver é fácil de ignorar. É por isso que as comunidades que sofrem com a poluição de petróleo e gás são muitas vezes ignoradas pelas indústrias e as agências reguladoras", diz o porta-voz Terraplenagem Alan Septoff em um comunicado à imprensa. Com o vazamento, a comunidade de Porter Ranch foi obrigada a fechar escolas como também retirar habitantes da área.

 

O poço de gás rompido, operado pela Southern California Gas Company está jogando na atmosfera o equivalente a 62 milhões de pés cúbicos de metano invisível por dia e desde então cerca de 73.000 toneladas de metano já escaparam do poço.  E ainda não se tem uma a finalização do problema, o qual também não se tem a ideia do dano ecológico causado até o momento!

 

A previsão de selamento do vazamento está estimada somente para fevereiro de 2016. A intenção é que os engenheiros consigam perfurar mais de 8.000 pés no solo para interceptar o vazamento em sua fonte e depois bombear fluídos e cimento para o fundo do poço para parar o fluxo de gás permanentemente e selá-lo. Até lá, quanto metano terá escapado para a atmosfera? Quais os danos causados ao meio ambiente? Que consequências isto irá trazer para a saúde da população?

 

A triste realidade é que a extensão total desses vazamentos a nível global não é conhecida ainda, pois vazamentos de metano provenientes da produção de gás natural e distribuição podem ocorrer em muitas usinas, mas o que é sabido é que ele contribui significativamente para o aquecimento global.

 

Surfistas criam lixeira flutuante para recolher lixo do oceano

Nesta época de muito calor, você vai à praia, se refresca no mar e se delicia com uma garrafa de refrigerante. Você abre a garrafa, pega a tampinha e a arremessa no mar. Depois de beber todo o conteúdo da garrafa, ao invés de colocá-la na lata do lixo, você a larga na areia ou também a arremessa no mar... Todos os dias milhares de toneladas de lixo são jogados ao mar. Esses resíduos, a maioria não biodegradáveis, possuem grande capacidade de dispersão por ondas, correntes e ventos, podendo ser encontrados no meio dos oceanos e em áreas remotas. A poluição marinha cresce e como consequência animais se emaranham no lixo flutuante ou até mesmo ingerem o material pensando se tratar de alimento; muitos se sufocam e morrem.

Sufocamento e morte
Ingestão acidental
Ingestão de plástico

Clique nas imagens

Cansados de encontrarem tanto lixo ao praticar surf, dois surfistas australianos resolveram fazer alguma coisa para ajudar a limpar os oceanos. Andrew Turton e Pete Ceglinski largaram seus empregos e resolveram criar uma tecnologia a partir de materiais reciclados que funciona com o mesmo conceito da caixa do filtro de piscina. É uma “Lixeira marinha” para ser adaptada à marinas e docas.

Como funciona?

 

Possuindo um design simples, ela cria um fluxo de água que suga lixo (incluindo garrafas, óleos, papel, combustível e plástico) em um saco de fibra natural flutuante, e em seguida, bombeia a água livre de detritos. Cada “Lixeira” tem a capacidade de recolher até 1,5 kg de lixo por dia, o que equivale a meia tonelada de lixo coletado em mais de um ano.

 

Segundo o Sr. Ceglinski, portos e clubes náuticos são o lugar ideal para começar a limpar o oceano, porque eles combinam altos níveis de atividade humana com a poluição de óleo e combustível. A intenção é que a invenção irá impedir materiais tóxicos de flutuar em oceano aberto, onde podem degradar e ser comidos pela vida marinha.

Andrew Turton e Pete Ceglinski em seu estúdio com o protótipo da lixeira marinha. Foto: Seabin Project

A proposta foi levada pelos surfistas inventores australianos à Mallorca, na Espanha, onde se encontram muitas marinas e a proposta está ganhando força rapidamente. É um projeto que tem tudo para dar certo, e com investimento adequado poderá tomar proporções maiores e quem sabe os dois inventores possam produzir esta lixeira marinha em uma maior escala, para varrer os oceanos do lixo que jogamos...

 

Assista aos vídeos mostrando como funciona a lixeira marinha em nossa página de vídeos!

22/12/15

Por Cláudia Monteiro

Fontes: http://www.abc.net.au/  e http://www.seabinproject.com/

Este é o futuro que não queremos!

"Norte da China, mais uma vez em alerta por causa da poluição sufocante"

Alunos da escola primária aprendendo o que fazer para se proteger da poluição atmosférica em Huhhot, capital da Região Autônoma da Mongólia. Escolas foram aconselhadas a fechar e moradores devem evitar atividades ao ar livre.

    A China é o maior emissor de gases poluentes no mundo, superando os Estados Unidos. No território Chinês, são milhões de carros, e centenas de fábricas poluentes fruto de um país em desenvolvimento baseado na economia intensiva em carbono e de uma matriz energética fortemente baseada no carvão e petróleo, com baixa eficiência energética.

 

    Ontem, moradores ao norte da China, foram alertados para se prepararem para uma onda de poluição sufocante que chega a região neste fim de semana, sendo que Beijing será a área mais afetada, por isso estará em alerta vermelho.

 

   Uma onda de fumaça deve chegar a grande parte do norte da China hoje, 19 (dia 18 no Brasil), até terça-feira. Segundo a previsão do  Centro Meteorológico Nacional Chinês,  a fumaça se estenderia de Xi'an, em toda parte da região central da China, através de Beijing e mais acima em Shenyang e Harbin, no nordeste, com visibilidade nas áreas mais afetadas susceptíveis a cair para menos de um quilômetro.

 

    Quanto ao índice de qualidade do ar, provavelmente, seria superior a 500 em Pequim e em partes da província de Hebei, que circunda a capital. Para se ter uma ideia da gravidade do fato, sob as diretrizes do governo, os residentes são aconselhados a ficar em casa em níveis mais elevados do que 300.

 

    Devido ao alerta vermelho, metade dos veículos da cidade serão retirados de circulação obedecendo ao sistema de placas. Escolas são aconselhadas a fechar e qualquer atividade de construção civil ao ar livre é proibida.

 

    De acordo com a agência de notícias Xinhua a poluição atmosférica será pior do que a que ocorreu na semana passada. A agência culpou o excesso de confiança que o norte da China deposita sobre o carvão para suas necessidades de energia e as indústrias pesadas nas cidades vizinhas.

 

    A situação na China é realmente grave e acontece uma semana após o término da COP 21 realizada em PARIS, onde o principal tópico foi limitar os efeitos das alterações climáticas a 2°C. através da diminuição da emissão de gases poluentes. A China necessita reestruturar sua matriz energética nas indústrias se realmente quiser reverter a situação.

   

    O Departamento de Proteção Ambiental de Hebei emitiu um alerta laranja, o segundo mais alto, ontem. Lá, as escolas não fecharão e não haverá restrições para veículos, mas o departamento não recomenda atividades ao ar livre.

 

    Há esperança no "fim do túnel", depois de décadas de crescimento econômico desenfreado, a China prometeu reprimir os níveis severos de poluição do ar, água e do solo, incluindo a poluição atmosférica pesada que muitas vezes formam gigantescos cobertores sob as cidades. O Ministro de Proteção Ambiental Chen Jining prometeu este mês punir as agências e funcionários por qualquer falha em implementar rapidamente os planos de emergência ao combate à poluição.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    Certamente este é o futuro que não queremos, e para isto devemos levar a sério e implementar os acordos para diminuição de gases poluentes que foram discutidos na COP 21. Países como a China terão que revisar suas metas continuamente para que o resultado seja efetivo e alcançar um nível satisfatório de sustentabilidade. 

 

Por: Cláudia Monteiro  19/12/15

Fonte: http://www.shanghaidaily.com/

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3 R's, 5R's ou 8R's?

Mas o que são os todos estes R's?

Estes R's do consumo consciente, são nada mais nada menos que atitudes práticas que devemos tomar no dia a dia para termos um mundo mais sustentável. Os 3R's tradicionais do consumo responsável aumentaram e nos fazem pensar ainda mais sobre o que compramos e consumimos diariamente.

 

 

 

 

 

 

 

3 R's : Reduzir , reutilizar e reciclar.

5 R's: Repensar, reduzir, recusar, reutilizar e reciclar.

8 R's: Refletir, reduzir, reutilizar, reciclar, respeitar, reparar, responsabilizar-se e repassar.

 

Um resumo dos 8 R's propostos e publicados no site do Instituto Akatu:

1. Refletir: Lembre-se de que qualquer ato de consumo causa impactos do consumo na sua vida, na sociedade, no país e no planeta. Procure potencializar os impactos positivos e minimizar os negativos;

2. Reduzir: Exagere no carinho e no amor, mas evite desperdícios de produtos, serviços, água e energia;

3. Reutilizar: Use até o fim, não compre novo por impulso. Invente, inove, use de outra maneira. Talvez vire brinquedo, talvez um enfeite, talvez um adereço...

4. Reciclar: Mais de 800 mil famílias vivem da reciclagem hoje no Brasil. Quer fazer o bem? Separe em casa o lixo sujo do limpo. Só descarte na coleta comum o sujo. Entregue o limpo na reciclagem ou para o catador;

5. Respeitar: Você mesmo, o seu trabalho, as pessoas e o meio ambiente. As palavras mágicas sempre funcionam: “por favor” e “obrigado”;

6. Reparar: Quebrou? Conserte. Brigou? Peça desculpas e também desculpe;

7. Responsabilizar-se: Por você, pelos impactos bons e ruins de seus atos, pelas pessoas, por sua cidade;

8. Repassar: As informações que você tiver e que ajudam na prática do consumo consciente. Retuite, reenvie e-mails.
 

E você? Já praticou algum dos R's hoje?

Fonte: www.akatu.org.br